quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tiranossauro-Rex

O Tiranossauro (Tyrannosaurus Rex, que significa "lagarto tirano rei " ou numa tradução alternativa "rei dos répteis tiranos") foi uma espécie de dinossauro carnívoro e bípede que viveu no fim do período Cretáceo, principalmente na região que é hoje a América do Norte.
Segundo os cálculos feitos até então, o tiranossauro podia alcançar até 50 km/h (alguns cientistas discordam desse valor e dizem que ele podia alcançar até 60 km/h) quando corria, era portanto apto a caçar suas presas, embora, possivelmente, utilizasse de emboscada para um ataque mais bem sucedido.
Se por um lado as pernas de um tiranossauro eram bem desenvolvidas e fortes, por outro lado seus braços eram fracos, pequenos e curtos. Isto se deve a evolução dos terópodes do cretáceo. No início desse período, os carcharodontossaurídeos como o Giganotossauro, Carcharodontossauro e o Mapussauro, já apresentavam braços pouco desenvolvidos, possibilitando uma maior velocidade de ataque. Seguindo essa tendência, os Tiranossauros sucederam esses animais, apresentando, além de um crânio mais robusto e eficiente, braços ainda menores, no intuito de balancear o peso com a cauda e atingir velocidades ainda maiores que os outros carnívoros mais primitivos.
É provável que os tiranossauros vivessem em grandes grupos familiares, tal como elefantes. O achado de um crânio de tiranossauro danificado comprova que deveriam ocorrer violentas batalhas por comida e pelo direito de se acasalar entre os indivíduos dessa mesma espécie.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Diprotodonte

O diprotodonte (gênero Diprotodon) foi um marsupial pré-histórico australiano parente do vombate, só que muito maior. De fato, ele chegava ao tamanho de um rinoceronte e foi o maior marsupial que já viveu.
Este animal habitava as florestas e campos da Austrália durante o período Pleistoceno, era herbívoro e provavelmente vivia próximo aos rios e lagos. Sua aparência lembrava uma mistura de urso com hipopótamo.
A extinção do diprotodonte e do resto da megafauna australiana no fim do pleistoceno ainda é um mistério. Mudanças climáticas, doenças ou caça promovida pelos primeiros humanos são as teorias mais aceitas. Também existe uma teoria que diz que o diprotodonte não se extinguiu afinal, ou se extinguiu a muito pouco tempo, e que ele é o responsável pela lenda do bunyip, um monstro aquático australiano investigado pela criptozoologia.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Euoplocéfalo

O euoplocéfalo (Euoplocephalus tutus, do latim "cabeça bem protegida") foi um dinossauro herbívoro, semelhante ao anquilossauro, que viveu no final do período Cretáceo. Este anquilossaurídeo pesava cerca de 4 toneladas (equivalente a 1 hipopótamo) e media até 6 metros de comprimento. O corpo era protegido por uma armadura óssea dotada de calombos e espinhos (os maiores se situavam praticamente no começo de sua extensa carapaça) e tinha uma cauda que terminava num maça óssea parecida com um martelo, de função defensiva, que graças a músculos bem rígidos da cauda era balçançada a fim de acertar um ponto vulnerável de um predador, tal como uma bola de demulição. A sua cabeça possuía também uma carapaça rígida, sendo que em cada face o animal possuía um par de espinhos situados um em cima do outro (fato característico dos animais de sua família); mas uma característica que é marcante no euplocéfalo é uma blindagem adicional que o animal possuía acima dos olhos: quando o euplocéfalo fechava os olhos a tal blindagem atuava como persianas, protegendo essa parte do corpo. Porém, o ponto fraco do euplocéfalo era o ventre: ausente de qualquer blindagem, bastava um predador ser cauteloso e virar o animal de barriga para cima para vencê-lo. Por enquanto o único animal que se sabe que não possuía tal problema era o Saichania, um anquilossaurídeo com proteção até na parte ventral.Viveu a 70 e 80 milhões de anos menos do que o anquilossauro.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Smilodon(Tigre-Dentes-de-Sabre)

Smilodon, popularmente conhecido como Tigre-dentes-de-sabre, é um felino extinto, pertencente à subfamília Machairodontinae.
Apesar de comum, esta nomenclatura é incorrecta, porque o Smilodon não é um antecessor do tigre, nem lhe está directamente associado.
O Smilodon surgiu no Plioceno (três milhões de anos atrás), sendo provavelmente um descendente do dente de sabre mais antigo Megantereon, e viveu na América do Norte e América do Sul até há dez mil anos.
O gênero Smilodon foi descrito em 1841 pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, que encontrou os primeiros fósseis da espécie Smilodon populator nas cavernas de Lagoa Santa (Minas Gerais).
Estes felinos variavam bastante em tamanho, mas a espécie maior, sul-americana, Smilodon populator tinha exemplares que mediam mais de três metros de comprimento e pesavam cerca de 400 quilogramas, sendo maiores e mais robustos do que um leão adulto.
Eram estritamente carnívoros, e os seus dentes caninos superiores podiam medir até vinte centímetros de comprimento. Possuiam uma articulação especial da mandíbula que a permitia abrir num ângulo de até 95°.
Parece que este desenvolvimento dos caninos permitia ao animal, que possuía patas dianteiras extremamente musculosas para imobilizar a presa, dar uma mordida na garganta da sua vítima que rompia rapidamente os vasos sanguíneos e fechava a traquéia, acelerando a morte e evitando cuidadosamente uma mordida na coluna que faria com que os caninos se partissem ao chocarem-se contra ossos.
Subsidiariamente, os incisivos destes animais encontravam-se projetados para a frente, para permitir-lhes cortar a carne de suas presas já mortas sem lesionar os seus caninos, o que fazia com que estes felinos apresentassem uma face mais comprida do que as espécies modernas do mesmo porte.
Há evidências de que os Smilodon tivessem um comportamento de grupo, semelhante ao dos leões, dado que exemplares fósseis apresentam fraturas consolidadas, evidenciando que possam ter partilhado de presas abatidas por outros exemplares da espécie até se curarem de suas lesões.
A maioria dos fósseis de Smilodon, em diversos estados de preservação, vem dos poços de betume de La Brea em Los Angeles (EUA).

sábado, 23 de julho de 2011

Iguanodonte

O iguanodon, do latim "dente de iguana", também conhecido como iguanodonte ou iguanossáurio, foi um género de dinossauro herbívoro e bípede que viveu no início do período Cretácico Inferior. Media em torno de 9 metros de comprimento, pesava cerca de 4,5 toneladas e pensa-se que podessem correr a 31km/h.
O iguanodonte tem uma grande distribuição geográfica e acredita-se que em seu tempo fosse dos dinossauros mais numerosos a vagar pelo mundo. Foram encontrados ossos desse dinossauro na Inglaterra, na Alemanha, na Espanha, na Bélgica, na China e na América do Norte.
O iguanodonte foi descoberto em 1822 por Gideon Mantell, cujo o nome foi atribuído ao neótipo do género, que foi uma das primeiras espécies de dinossauro a ser descrita
Em cada dedo polegar, o iguanodonte possuía um esporão afiado, que provavelmente era utilizado para defesa contra dinossauros carnívoros que conviviam com ele, como os raptores, por exemplo. No início, os cientistas montaram seu esqueleto de forma errônea, colocando o esporão do polegar em seu nariz, como um chifre. Mais tarde, descobriu-se o erro e o montaram como hoje o conhecemos, porém ainda erraram na postura, deixando-o com uma postura semelhante à do canguru. Atualmente sabe-se que embora ele tivesse andar bípede, poderia também se locomover sobre quatro patas e andaria sobre duas patas deixando seu corpo em posição horizontal, e sua cauda, assim, ficaria suspensa, e não presa ao solo como antes se pensava.